Em um mercado cada vez mais competitivo e urbano, a colaboração entre empresas deixou de ser exceção e passou a ser estratégia. A logística colaborativa — modelo em que marcas compartilham infraestrutura, rotas e pontos de entrega — está ganhando força como alternativa inteligente para escalar operações com eficiência, sustentabilidade e menor custo.
Essa abordagem rompe com a lógica tradicional de competição por espaço, tempo e recursos. Em vez de cada empresa operar sua própria estrutura, o modelo colaborativo permite que múltiplos players utilizem os mesmos hubs logísticos, lockers inteligentes e sistemas de gestão, com autonomia e rastreabilidade.
Os lockers são um dos principais catalisadores dessa transformação. Instalados em locais estratégicos, como lojas, condomínios, centros comerciais e espaços públicos, eles funcionam como pontos neutros — acessíveis a diferentes marcas, com gestão automatizada e operação 24 horas. Isso viabiliza retirada de produtos, logística reversa, entregas seguras e atendimento sem contato, sem que cada empresa precise investir em estrutura própria.
No varejo, essa colaboração se traduz em experiência omnichannel, self-service no ponto de venda e atendimento ágil ao cliente. Em condomínios, os lockers oferecem facilidades para moradores, automação residencial e gestão de encomendas compartilhada. Já em ambientes corporativos, funcionam como benefícios para colaboradores, com soluções de autoatendimento e serviços de conveniência.
Segundo estudo da DHL (2025), empresas que adotam modelos logísticos colaborativos conseguem reduzir até 40% dos custos operacionais e ampliar sua cobertura geográfica em até 60%, sem comprometer a qualidade da entrega. Além disso, esse modelo contribui para uma logística sustentável, ao otimizar rotas, reduzir deslocamentos e minimizar o impacto ambiental.
Empresas como a Clique Retire viabilizam essa colaboração na prática por meio de uma rede compartilhada de lockers inteligentes. Os equipamentos pertencem à Clique e são utilizados por múltiplos embarcadores — incluindo a operação Clique Receba — em locais de grande circulação, como estações de ônibus, metrô, trem, shopping centers e postos de combustível. Essa infraestrutura distribuída permite que diferentes marcas operem juntas, com gestão automatizada, segurança e rastreabilidade, transformando o locker em um ponto logístico neutro e estratégico. Além disso, os equipamentos podem conter comunicação institucional da Clique ou funcionar como espaço publicitário, ampliando o valor da presença física.
A logística colaborativa não é apenas uma tendência: é uma nova forma de pensar crescimento. Em vez de competir por espaço, as marcas podem compartilhar soluções e entregar mais valor ao consumidor. Porque crescer junto é mais inteligente — e mais sustentável.





